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Toyota investe R$ 7,3 bilhões na Argentina para produzir nova Hilux híbrida e elétrica

Aporte recorde aprovado pelo governo argentino prevê versões eletrificadas da picape com chegada ao Brasil a partir de 2027.

Atualizada em 1 de outubro de 2026 às 11:16· 1 leituras
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Toyota investe R$ 7,3 bi para fazer Hilux híbrida e elétrica na Argentina

Aporte recorde aprovado pelo governo argentino prevê versões eletrificadas da picape com chegada ao Brasil a partir de 2027.

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A Toyota confirmou um investimento de US$ 1,34 bilhão — cerca de R$ 7,3 bilhões — em sua fábrica de Zárate, na Argentina, segundo a Quatro Rodas. O aporte, aprovado pelo RIGI (Regime de Incentivo para Grandes Investimentos) do governo argentino, representa o maior volume de capital já injetado na indústria automotiva do país vizinho e tem como objetivo viabilizar a produção de veículos eletrificados na unidade industrial que opera desde 1997.

A Quatro Rodas aponta que, embora a Toyota evite nomear oficialmente o modelo, todos os indícios apontam para a próxima geração da Hilux. A cadência de lançamentos prevista para o Brasil começa no início de 2027, com as versões equipadas com o motor quatro cilindros 2.8 turbodiesel de 204 cv e 50,9 kgfm — sem eletrificação. No segundo trimestre do mesmo ano, chega o sistema híbrido leve com gerador elétrico acoplado a uma bateria de 48V, mantendo a capacidade de reboque de 3.500 kg e carga útil de 1.000 kg. A versão 100% elétrica, com dois motores combinando 196 cv e bateria de 59,2 kWh para autonomia estimada em 240 km (ciclo WLTP), tem produção prevista para o fim de 2027 e entregas no Brasil apenas em 2028.

De acordo com a Quatro Rodas, aproximadamente 70% da produção gerada pelo novo investimento será destinada à exportação, com receita anual superior a US$ 1,2 bilhão. O Brasil continuará sendo o principal destino, assim como já ocorre com as atuais Hilux e SW4. O SUV derivado SW4 também entra em linha de produção em Zárate entre março e abril de 2027. A publicação ainda destaca que distribuidores da marca manifestaram preocupação com o calendário, diante do avanço de rivais como a Ford Ranger híbrida plug-in e a futura geração da Volkswagen Amarok.

No campo social e econômico, a Quatro Rodas informa que a fase de obras e implementação das novas áreas industriais deve gerar cerca de 3.600 postos de trabalho temporários. Com a planta em operação plena, a projeção é de 2.600 empregos diretos e indiretos na região da bacia do Rio Paraná.

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