Volvo anuncia 13 lançamentos até 2030 na maior ofensiva de produtos de sua história
Marca sueca diversifica portfólio com sedans, peruas e SUV gigante, recua na meta 100% elétrica e mira dobrar margem de lucro e participação de mercado
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A Volvo está redesenhando sua estratégia de produto de forma ampla. Segundo a Auto+, a marca sueca pretende lançar 13 novos modelos até 2030, diversificando um portfólio que hoje gira quase exclusivamente em torno da família XC/EX — com destaque para o XC60 e o XC90. A promessa é voltar a explorar segmentos como sedans e peruas, com possibilidade de cupês e hatches entrando no radar.
O Notícias Automotivas reforça que se trata da maior e mais ambiciosa ofensiva de produtos em 99 anos de história da marca, o que dá a dimensão do que está em jogo para os suecos. O InsideEVs Brasil também destaca o caráter histórico da iniciativa, chamando-a de maior renovação já vista na trajetória da fabricante. O Jornal do Carro aponta que a iniciativa é uma tentativa de recuperar terreno no segmento de luxo, após a empresa enfrentar problemas de lucratividade causados por altas tarifas de importação nos Estados Unidos, forte queda na demanda por elétricos e recuo nas vendas na China.
Um dos movimentos mais ambiciosos, de acordo com a Auto+, é a criação de um SUV maior do que o XC90 e o EX90 — o que coloca em prática o projeto batizado internamente de XC100. O modelo miraria diretamente Mercedes-Benz GLS, BMW X7 e Audi Q9, com foco inicial nos mercados dos Estados Unidos e da China. Segundo o Jornal do Carro, Francesca Gamboni, chefe da cadeia de suprimentos da marca, revelou a investidores e analistas que a Volvo desenvolverá modelos de grande porte para os EUA, pequenos e médios para a Europa e projetos de porte médio para a China.
Dos 13 lançamentos previstos, a Auto+ aponta que seis serão exclusivos para o mercado chinês, enquanto os outros sete terão como alvo principal Europa e EUA, podendo também ser comercializados na Ásia. O InsideEVs Brasil reforça essa divisão geográfica deliberada, destacando que a Volvo tratará os mercados ocidental e chinês como frentes de produto praticamente independentes.
Na parte técnica, a Auto+ destaca que as novas plataformas SPA2 e SPA3 compartilharão pelo menos 30% de componentes com bases da Geely, controladora da Volvo, com o objetivo de reduzir custos e aproveitar tecnologias de eletrificação desenvolvidas pelos chineses. O Notícias Automotivas acrescenta que essa divisão de arquitetura é deliberada: os modelos voltados ao Ocidente serão desenvolvidos com maior protagonismo da engenharia sueca, enquanto os destinados à China terão participação mais intensa da Geely no processo.
Paralelamente, a marca recua na meta de se tornar 100% elétrica e retoma investimentos em híbridos e até em modelos a combustão pura — uma virada motivada, em parte, pelas críticas ao interior excessivamente minimalista do EX30. A resposta prática: a Volvo promete devolver botões físicos aos seus carros.
Além dos novos modelos, o Jornal do Carro revela que a Volvo também está aberta a parcerias, inclusive com concorrentes diretos. A fabricante não descarta a possibilidade de produzir carros para outras montadoras em suas fábricas de Chengdu, na China, e de Ghent, na Bélgica. Com toda essa reconfiguração, a meta financeira é ambiciosa: segundo o Jornal do Carro, a Volvo quer mais que dobrar sua margem de lucro antes de impostos, saltando dos atuais 3,5% para mais de 8%, ao mesmo tempo em que busca dobrar sua participação de mercado. O mercado reagiu positivamente ao anúncio — as ações da empresa subiram quase 2% após a divulgação do plano.
Fontes
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