VW ID.Cross elétrico mira o Brasil como alternativa europeia aos SUVs chineses
Versão elétrica compacta da Volkswagen tem mais chances de chegar ao mercado nacional do que os modelos ID.Polo e ID.2, segundo a Quatro Rodas.
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A Volkswagen avalia trazer ao Brasil a versão elétrica de seu SUV compacto, o ID.Cross — e, segundo a Quatro Rodas, esse modelo teria mais chances de desembarcar no país do que os demais elétricos da marca estudados para importação, como o ID.Polo e o ID.2. O principal argumento é o formato: por ser um SUV, o ID.Cross estaria melhor posicionado para disputar espaço com rivais chineses que já operam no segmento por aqui.
Com 4,15 metros de comprimento, o ID.Cross é 6 centímetros menor do que o T-Cross a combustão vendido no Brasil, aponta a Quatro Rodas. O entre-eixos de 2,60 metros também fica abaixo dos 2,65 metros do SUV nacional — uma desvantagem de espaço interno. Em compensação, o porta-malas cresce para 475 litros, e há ainda um compartimento frontal de 22 litros. Por dentro, a publicação destaca o retorno dos botões físicos para o ar-condicionado, um painel digital de 10,3 polegadas com visual inspirado no Golf original e uma tela multimídia de 12,9 polegadas voltada ao motorista — diferenciais ergonômicos que podem pesar na comparação com concorrentes que centralizam tudo em telas.
No quesito mecânico, a Quatro Rodas informa que o ID.Cross usa o motor elétrico APP290, disponível em três configurações: 116 cv, 135 cv e 211 cv, com tração exclusivamente dianteira — uma novidade para a plataforma modular da VW, que nos modelos maiores adota tração traseira. A versão mais potente acelera de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos. As opções de bateria são de 37 kWh ou 52 kWh, com autonomia estimada entre 316 km e 436 km no ciclo WLTP, e recarga rápida de até 105 kW em corrente contínua, capaz de ir de 10% a 80% em cerca de 24 minutos.
O lançamento europeu está previsto para novembro, com preço a partir de 30.000 euros — cerca de R$ 180 mil no câmbio atual, conforme levantamento da Quatro Rodas. O desenvolvimento do veículo foi liderado pela marca espanhola Cupra, com produção em Pamplona, na Espanha. Se e quando chegaria ao Brasil ainda depende de estudos de viabilidade por parte da montadora alemã.
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