VW ID.Up: o elétrico popular europeu que nasce sem parceria chinesa e mira os 20 mil euros
Compacto elétrico da Volkswagen terá autonomia acima de 250 km, será montado em Portugal e estreia em 2027 como rival direto do BYD Dolphin Mini.
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A Volkswagen batizou oficialmente seu próximo elétrico de entrada: ele se chamará ID.Up. Segundo a Quatro Rodas, o nome já foi registrado na Europa e representa uma virada na estratégia de nomenclatura da marca, que abandona os números para resgatar nomes consagrados — neste caso, o do antigo subcompacto que foi vendido no Brasil. A estreia no mercado europeu está prevista para 2027, com preço-alvo em torno de 20 mil euros, o equivalente a cerca de R$ 119 mil no câmbio atual.
A Quatro Rodas apurou que o projeto é conduzido inteiramente pela própria Volkswagen, sem qualquer envolvimento de parceiras chinesas no desenvolvimento. O carro será baseado em uma derivação simplificada da plataforma MEB+, compartilhando componentes com o ID.Polo, mas com baterias menores que 37 kWh para segurar os custos. O motor elétrico dianteiro de 95 cv, já apresentado no conceito ID.Every1, deve ser mantido, com autonomia superior a 250 km pelo ciclo WLTP e velocidade máxima limitada a 130 km/h — configuração voltada ao uso urbano.
Com 3,88 m de comprimento e entre-eixos de 2,53 m, o ID.Up será visivelmente maior que o Up! original, oferecendo 305 litros de porta-malas e espaço para quatro ocupantes. De acordo com a Quatro Rodas, o design preserva as proporções clássicas da carroceria, com tampa traseira de acabamento preto, mas ganha 19 cm no comprimento e 17 cm na largura em relação ao conceito, além de ser 1,4 cm mais baixo, totalizando 1,49 m de altura. A cabine contará com central multimídia destacada e controles físicos no volante.
Um dos destaques técnicos, segundo a Quatro Rodas, é que o ID.Up será o primeiro modelo da VW a estrear a arquitetura eletrônica desenvolvida em parceria com a norte-americana Rivian. O sistema substitui múltiplas centrais de controle por computadores mais potentes e atualizáveis remotamente — tecnologia que depois migrará para veículos da Audi e da Scout. A montagem ocorrerá na fábrica de Palmela, em Portugal, e a chegada ao Brasil permanece incerta, dado o foco da marca nas importações de origem asiática.
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