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Bateria do elétrico além da garantia: o que fazer quando ela envelhece

Especialistas explicam como trocar, reaproveitar e reciclar corretamente as baterias de íon de lítio após o prazo de oito a dez anos coberto pelas montadoras.

Atualizada em 26 de outubro de 2026 às 09:07· 5 leituras
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BATERIAS ELÉTRICAS

Garantia venceu: o que fazer com a bateria do seu elétrico?

Trocar, reaproveitar ou reciclar — especialistas explicam o caminho certo após 8 a 10 anos de uso.

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Com os elétricos e híbridos já respondendo por 21% das vendas do mercado automotivo brasileiro em julho de 2026, segundo dados da ABVE citados pelo Jornal do Carro, uma questão começa a ganhar urgência prática: o que acontece com a bateria quando a garantia — geralmente de oito a dez anos — expira? A resposta não é simples, mas tampouco é catastrófica. Segundo o Jornal do Carro, ao fim desse ciclo as baterias de íon de lítio ainda retêm entre 70% e 90% da capacidade original, desempenho superior ao das tradicionais baterias de chumbo-ácido dos carros a combustão.

O primeiro cuidado é com a troca em si. O especialista em veículos elétricos da SAE Brasil, Wanderlei Marinho, afirma ao Jornal do Carro que o procedimento deve ser realizado exclusivamente em concessionárias ou oficinas homologadas pelo Ibama, pois "a remoção exige equipamentos de proteção específicos e isolamento elétrico de alta tensão". Jogar a bateria no lixo comum ou em aterros é proibido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos e pode provocar contaminação de lençóis freáticos e incêndios químicos de difícil controle, alerta a reportagem.

Antes de chegar ao descarte, porém, há uma etapa intermediária valiosa. O Jornal do Carro destaca que, quando a célula cai para cerca de 75% a 80% da capacidade, ela ainda pode ganhar uma "segunda vida" como sistema de armazenamento estacionário — em residências ou indústrias que usam energia solar ou eólica, por exemplo. Só depois dessa fase de reaproveitamento é que entra a reciclagem industrial, que combina desmembramento mecânico com hidrometalurgia e consegue recuperar entre 93% e 99% dos materiais, como lítio, cobalto, níquel e manganês, segundo a publicação.

Para tornar esse ciclo mais seguro em escala, Wanderlei Marinho propõe ao Jornal do Carro o monitoramento eletrônico de veículos que saem de circulação para coibir desmonte ilegal, além de subsídios para expandir usinas de reciclagem próximas aos grandes centros. O professor César Menezes, de manutenção automotiva do Senai Pernambuco — instituição que desenvolve o primeiro projeto brasileiro de baterias de lítio para híbridos —, reforça à mesma publicação que, em caso de contaminação, a prioridade é conter a fonte, recolher a bateria e acionar empresas especializadas antes de qualquer processo de remediação ambiental.

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