CEO da Fiat admite que matar o Punto foi um erro e confirma retorno do hatch
Arnaud Belloni, novo chefe da marca italiana, quer o compacto de volta ao mercado europeu antes do fim da década, com design inédito e motores híbridos.
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O novo CEO da Fiat, Arnaud Belloni, quebrou o protocolo corporativo e admitiu publicamente que tirar o Punto de linha foi uma decisão equivocada. Segundo o Auto+, que reproduziu declarações publicadas originalmente pelo Carscoops.com, o executivo concedeu entrevista à revista francesa L'Automobile e afirmou que uma marca do porte da Fiat tem a obrigação de manter um hatch compacto em seu portfólio — e que o vazio deixado pelo modelo abriu espaço para os rivais dominarem as vendas na Europa.
A Auto+ destaca que Belloni foi direto ao apontar as consequências do erro: com o Punto fora do mercado, o Ford Fiesta descontinuado e o Volkswagen Polo sem nova geração confirmada, o Renault Clio ficou praticamente sozinho no segmento e colheu um triplo benefício comercial. O novo CEO citou justamente o Clio como referência de como criar um hatch moderno sem depender de nostalgia — diretriz que vai guiar o design do próximo Punto, que terá linguagem visual completamente inédita, distante das famílias 500 e Panda.
Do ponto de vista técnico, segundo a Auto+, a preferência da nova gestão recai sobre a plataforma CMP/eCMP da Stellantis, mais elaborada do que a STLA Small — esta última restrita a veículos 100% elétricos. Belloni priorizará motores a combustão e híbridos, descartando a ideia de um Punto estritamente elétrico. O retorno do modelo também abre caminho para uma versão esportiva desenvolvida pela Abarth, o que preencheria o espaço deixado pelo Ford Fiesta ST e pelo Volkswagen Polo GTI no segmento de hot hatches.
A Auto+ aponta que, embora a gestão anterior tenha arquivado o projeto em 2025, Belloni coloca o Punto como prioridade da nova liderança. Sem data oficial confirmada, a expectativa é que o hatch chegue ao mercado europeu ainda antes de 2030. No Brasil, o modelo foi vendido entre 2007 e 2017, mas não há qualquer indicação de que o retorno inclua o mercado nacional.
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