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China quer proibir telas gigantes e assentos gravidade zero em carros elétricos

Ministério chinês prepara regulação que pode banir displays dobráveis, funções de reclinação total e comandos de voz para itens de segurança.

Atualizada em 26 de outubro de 2026 às 11:01· 6 leituras
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REGULAÇÃO CHINA

China quer proibir telas gigantes e assentos gravidade zero em carros elétricos

MIIT prepara regras que podem banir displays dobráveis, reclinação total e comandos de voz para funções de segurança.

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O governo chinês está prestes a apertar o cerco sobre o exagero tecnológico dentro dos carros elétricos. Segundo a Auto+, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) analisa uma proposta regulatória que pode proibir telas flexíveis e dobráveis nas cabines, além de impor testes rigorosos de homologação para qualquer display de infoentretenimento, HUD e sistemas multimídia. O critério central será o nível de distração que esses equipamentos causam ao motorista — e painéis considerados grandes demais ou vulneráveis em colisões correm risco de banimento direto.

A iniciativa, conforme aponta a Auto+, é uma extensão de medidas já em curso: a China já proibiu maçanetas retráteis e estuda tornar obrigatórios botões físicos para funções essenciais. Agora, a minuta vai além e prevê o fim das luzes diurnas em LED personalizáveis por aplicativo, além de vedar o uso de comandos de voz para acionar itens de segurança, como faróis, travas de portas e abertura de capô — recursos que proliferaram nos habitáculos de marcas locais nos últimos anos.

Outra restrição relevante diz respeito aos chamados assentos gravidade zero. De acordo com informações publicadas pelo Carscoops.com e reproduzidas pela Auto+, a proposta proíbe a inclinação total e a extensão dos apoios para as pernas enquanto o veículo estiver em movimento. O argumento das autoridades é técnico: passageiros completamente reclinados têm a proteção dos cintos de segurança comprometida e podem ser atingidos de forma inadequada pelos airbags em caso de colisão.

Se o regulamento for aprovado, a Auto+ informa que ele passa a valer para projetos inéditos a partir de 1º de janeiro de 2027, enquanto os modelos já em comercialização terão até 1º de julho do mesmo ano para se adequar. Fabricantes que descumprirem os prazos estarão sujeitos a recall compulsório ou ao cancelamento do registro de produção — uma pressão direta sobre montadoras chinesas que nos últimos anos transformaram seus habitáculos em verdadeiras salas de cinema sobre rodas.

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