Elétricos chineses destroem estradas e deixam rombo nas contas públicas da China
Veículos elétricos cada vez maiores e mais pesados aceleram o desgaste do asfalto enquanto a arrecadação com combustíveis despenca.
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A transição acelerada para veículos elétricos na China está criando um problema que poucos previram: estradas se deteriorando mais rápido do que o governo consegue reformá-las. Segundo o Notícias Automotivas, os EVs produzidos no país são, em média, significativamente maiores e mais pesados do que os modelos a combustão que substituem, e esse peso extra impõe uma carga desproporcional sobre o pavimento — já que o dano causado às vias cresce de forma exponencial com o aumento da massa dos veículos.
O agravante, conforme aponta o Notícias Automotivas, é que a principal fonte de financiamento para a manutenção das estradas chinesas sempre foi a arrecadação sobre combustíveis fósseis. Com milhões de motoristas migrando para elétricos, essa receita encolhe a cada ano, criando um desequilíbrio fiscal direto: menos dinheiro entrando no caixa público exatamente quando a demanda por reparos aumenta.
O Notícias Automotivas destaca que a China ainda não desenvolveu um modelo tributário eficaz para compensar essa perda. Pedágios por quilômetro rodado e taxas específicas para veículos elétricos pesados estão em discussão, mas sem implementação consolidada. Enquanto isso, o custo do desgaste prematuro das vias recai sobre toda a sociedade, não sobre os proprietários dos veículos que causam o problema.
O cenário serve de alerta para outros mercados em rápida eletrificação, incluindo o Brasil. A lógica é simples, segundo o Notícias Automotivas: substituir carros a gasolina por elétricos resolve parte da equação ambiental, mas abre uma lacuna fiscal e de infraestrutura que precisa ser endereçada antes que as estradas — e os orçamentos públicos — paguem a conta.
Fontes
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