Emplacamentos acumulam segundo melhor resultado da história até outubro
Mercado cresce 12,6% no ano, eletrificados já passam de 20% das vendas e chinesas superam 19% de participação.
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O mercado brasileiro de veículos novos registrou 4,72 milhões de emplacamentos entre janeiro e outubro, alta de 12,6% sobre o mesmo período do ano anterior, segundo a Fenabrave. Trata-se do segundo melhor resultado da série histórica para os dez primeiros meses do ano, superado apenas pelo desempenho de 2011. Com o desempenho acima do esperado, a entidade elevou sua projeção de crescimento para 2026 a 12,8%.
Em outubro, conforme aponta a AutoInforme, foram emplacados 489,1 mil veículos — queda de 4,1% ante setembro e de 0,9% frente ao mesmo mês de 2025. A retração, porém, tem explicação calendária: o mês contou com 21 dias úteis, dois a menos do que outubro do ano passado. Automóveis, comerciais leves e motocicletas puxaram o crescimento acumulado, enquanto caminhões, ônibus e implementos rodoviários ainda recuam, embora com perdas menores. Segundo o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, o Programa Move Brasil tem contribuído para a recuperação gradual desses segmentos, mas os juros elevados seguem como obstáculo ao financiamento, especialmente nos pesados e nas máquinas agrícolas.
Um dos destaques do período, segundo a AutoInforme, é o avanço dos eletrificados: híbridos e elétricos somaram 524,8 mil unidades nos dez primeiros meses do ano, crescimento superior a 130%. A participação desses modelos entre automóveis e comerciais leves saltou de 10,67% no mesmo intervalo de 2025 para 20,54% em 2026, impulsionada pela ampliação da oferta e pela chegada de novos fabricantes ao país.
As marcas chinesas também consolidam presença relevante: já respondem por mais de 19% dos emplacamentos de automóveis e comerciais leves no Brasil. A Fenabrave compara o movimento à abertura do mercado nos anos 1990, quando francesas, japonesas e coreanas aumentaram a concorrência local. Para Arcelio Junior, a entrada dessas fabricantes é positiva, desde que todas operem sob as mesmas regras e condições de mercado.
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