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Regulação

EUA avançam para banir definitivamente carros chineses do mercado americano

Lobby da indústria automotiva pressiona o Congresso por legislação federal que proíba veículos conectados com vínculos à China, alegando risco de espionagem e concorrência desleal.

Atualizada em 4 de novembro de 2026 às 15:05· 10 leituras
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POLÍTICA AUTOMOTIVA

EUA querem banir carros chineses de vez

Lobby das montadoras pressiona o Congresso por lei federal que proíba veículos conectados com vínculos à China.

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A indústria automotiva dos Estados Unidos decidiu ir além das tarifas e quer transformar em lei a exclusão dos carros chineses do mercado americano. Segundo o Jornal do Carro, do Estadão, a Alliance for Automotive Innovation — entidade que reúne montadoras como General Motors, Volkswagen e Toyota — cobrou dos parlamentares uma votação sobre o banimento assim que o Congresso retomasse os trabalhos após as eleições legislativas.

O argumento tem duas frentes, conforme aponta o Jornal do Carro. A primeira é de segurança nacional: John Bozzella, presidente da associação, alerta que os softwares embarcados nesses veículos seriam capazes de coletar e transmitir dados de cidadãos americanos para o exterior. A segunda é econômica — as fabricantes chinesas são acusadas de operar com preços artificialmente baixos graças a volumosos subsídios estatais, o que configuraria concorrência desleal frente à produção ocidental.

No campo regulatório, o Jornal do Carro destaca que o movimento já produziu resultados concretos. Um projeto de lei voltado ao banimento foi aprovado por unanimidade em comissão do Senado e segue para os próximos trâmites. Em paralelo, o Departamento de Comércio estabeleceu que, a partir do ano-modelo 2027, fica vedada a venda de veículos conectados com qualquer vínculo à China ou à Rússia — independentemente do país de montagem. Para os componentes eletrônicos de conectividade, a proibição entra em vigor em 2030.

O cenário cria barreiras quase intransponíveis para as marcas orientais, ainda que o presidente eleito Donald Trump tenha sinalizado abertura para fábricas chinesas em solo americano, segundo o Jornal do Carro. A convergência entre republicanos e democratas em torno do tema mostra que o protecionismo automotivo transcende divisões partidárias e deve moldar o setor por anos.

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