Montadoras globais pressionam Congresso dos EUA por banimento permanente de carros chineses
Associação que reúne Toyota, GM, Volkswagen e outras gigantes pede ao Parlamento americano que torne definitiva a exclusão de veículos fabricados na China do mercado dos EUA.
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A indústria automobilística global está se movimentando para fechar de vez as portas do mercado americano para os fabricantes chineses. Segundo a Auto+, que cita a agência Reuters como fonte, a Alliance for Automotive Innovation — associação que representa Toyota, General Motors, Volkswagen, Ford, Honda, BMW, Mercedes-Benz e dezenas de outras montadoras — enviou uma carta ao Congresso dos Estados Unidos pedindo a aprovação de uma proibição permanente de veículos chineses no país, com meta de concluir o processo legislativo ainda em 2026.
O movimento foi estrategicamente cronometrado, conforme aponta a Auto+: o pedido chegou logo após as eleições legislativas de meio de mandato, realizadas em 3 de novembro, e antes da retomada das sessões do Congresso. Em carta aos parlamentares, John Bozzella, presidente da associação, defendeu que os EUA precisam se blindar contra o que chamou de "enxurrada de importações chinesas que trazem riscos de vigilância". O argumento central gira em torno dos sistemas de conectividade dos veículos modernos, que coletam dados de localização, trajetos e hábitos dos motoristas — informações que, segundo a associação, poderiam ser acessadas indevidamente por meio de softwares ou componentes de origem chinesa.
A Auto+ ressalta, porém, que não há comprovação de que veículos chineses compartilhem dados com o governo da China. Por trás do discurso de segurança, há uma preocupação comercial evidente: as montadoras estabelecidas nos EUA mantêm fábricas, cadeias de fornecedores e milhares de empregos em território americano, e temem que concorrentes chineses — beneficiados por subsídios governamentais e capazes de praticar preços mais baixos — pressionem suas margens e forcem revisões estratégicas profundas. Ainda segundo a publicação, os EUA já possuem hoje a barreira tarifária mais rígida do mundo contra carros chineses: desde 2024, no governo Biden, a tarifa adicional sobre elétricos importados da China chegou a 100%.
Fontes
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