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Executivo da GWM provoca: marcas tradicionais podem não sobreviver à concorrência chinesa

COO da montadora chinesa questiona se gigantes históricas do setor automotivo terão espaço no mercado diante do avanço das marcas da China.

Atualizada em 10 de outubro de 2026 às 11:03· 6 leituras
Executivo da GWM provoca: marcas tradicionais podem não sobreviver à concorrência chinesa

O avanço das montadoras chinesas no Brasil e no mundo está colocando em xeque o futuro de marcas com décadas de história. Segundo a Motor1 Brasil, Diego Fernandes, COO da GWM no país, foi direto ao ponto em entrevista recente: a pergunta que o mercado deveria estar fazendo não é se há espaço para mais chinesas, mas sim se as marcas tradicionais conseguirão se manter competitivas.

A Motor1 Brasil destaca que Fernandes adotou um tom provocativo ao avaliar o cenário competitivo, sugerindo que o problema não está do lado das fabricantes asiáticas — que chegam com tecnologia, preço e volume —, mas sim das montadoras históricas, que enfrentam dificuldades para acompanhar o ritmo de inovação e a agressividade comercial dos concorrentes orientais.

Ainda de acordo com a Motor1 Brasil, a declaração reflete uma mudança de postura das empresas chinesas no Brasil: antes na defensiva diante de críticas sobre qualidade e confiabilidade, agora passaram a questionar abertamente a capacidade de adaptação dos rivais consolidados. A GWM, que opera no país com marcas como Haval e ORA, tem ampliado sua presença e investido em produção local como parte dessa estratégia de enraizamento.

O recado é claro: para o executivo, a disrupção no setor automotivo já está em curso, e quem não se reinventar corre o risco de ficar para trás — independentemente de quantos anos de tradição tenha no currículo.

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