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Honda City 2027 chega com facelift inspirado no Prelude, versão RS e preços mantidos

Linha atualizada traz nova dianteira, multimídia de 10 polegadas e substitui a Touring Sport pela RS, mas segue sem evolução mecânica ou eletrificação — e os preços ficam entre R$ 117 mil e R$ 156 mil

Atualizada em 3 de novembro de 2026 às 11:04· 3 fontes· 4 leituras
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LANÇAMENTO 2027

City renovado, mas sem baixar o preço

Sedã e hatch ganham novo visual e versão RS — mecânica e valores ficam iguais.

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A Honda apresentou a linha 2027 do City apostando em atualização estética e novos equipamentos, mas sem mexer nos preços — que seguem entre R$ 117 mil e R$ 156 mil, segundo a Autoesporte. A estratégia ignora a pressão crescente dos modelos chineses no segmento e mira na fidelidade dos clientes já conquistados pela marca japonesa.

Visual renovado com DNA do Prelude

As mudanças mais visíveis estão na dianteira. Conforme aponta a Autoesporte, o conjunto inclui para-choques redesenhados e faróis Full LED de série em todas as versões. A Auto+ detalha que a travessa cromada superior foi eliminada — o que, segundo a publicação, livra o City do estigma de "mini Civic" — e o para-choque agora se estende continuamente a partir do capô, com faróis afilados equipados com projetores. Nas versões Touring e RS, uma barra iluminada em LED conecta visualmente os faróis, recurso que a Auto+ aponta como inédito nos carros da Honda vendidos no Brasil. O logotipo da marca ganhou acabamento 2D com fundo escurecido na extremidade do capô, e a região ao redor dele recebeu moldura na cor da carroceria, criando a ilusão de um capô mais longo, conforme descreve a Autoesporte.

A Auto+ ressalta que as atualizações estéticas estabelecem uma diferenciação clara entre as duas carrocerias. O sedã — que mede 4,57 m de comprimento — ganhou entrada de ar central com ângulo negativo integrada às tomadas laterais, apliques em preto na porção inferior e para-choque traseiro reestilizado que replica as linhas da dianteira. Já o hatch, com 4,36 m, traz tomada de ar ampliada e voltada para cima, garantindo um visual mais dinâmico, com alterações apenas no emblema traseiro. Ambas as carrocerias compartilham entre-eixos de 2,60 m. As rodas de liga leve de 16 polegadas são compartilhadas a partir da versão EX, variando entre acabamento cinza nas versões EX e EXL e efeito diamantado com fundo preto na Touring, segundo a Auto+. O Jornal do Carro avalia que o visual inspirado na linguagem do cupê Prelude confere um ar mais jovial à gama.

Cabine atualizada e nova versão RS

No interior, a principal novidade é a central multimídia de 10 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, que passa a equipar as versões mais caras, conforme aponta a Autoesporte. A Auto+ acrescenta que o sistema ganhou suporte a comandos por gestos para ajuste de volume e troca de faixas, e que o painel recebeu uma nova faixa central em preto brilhante com efeito tridimensional.

A linha 2027 também substitui a versão Touring Sport pela RS. A Auto+ explica que a pegada esportivada da nova configuração não trouxe alterações mecânicas ou de suspensão: o diferencial está nos elementos visuais, como entradas de ar no para-choque com molduras em preto brilhante, capas de retrovisores e teto no mesmo tom, para-choque traseiro exclusivo com simulação de extrator de ar e ponteira de escapamento cromada. As rodas de 16 polegadas têm acabamento escurecido, enquanto a cabine exibe costuras vermelhas nos bancos e no volante, além de quadro de instrumentos com grafismo exclusivo. O Jornal do Carro destaca que o apelo esportivo da RS reforça o posicionamento mais jovial da gama.

O porta-malas do sedã comporta 519 litros, enquanto o hatch oferece 268 litros — compensados pelo sistema Magic Seat, que permite transportar objetos volumosos no interior, conforme detalha a Auto+.

Motor e câmbio sem novidades

Debaixo do capô, não há novidade: o motor 1.5 DOHC i-VTEC flex aspirado de 126 cv segue o mesmo, com torque de até 15,8 kgfm no etanol e 15,5 kgfm na gasolina, de acordo com o Jornal do Carro. O câmbio CVT também é mantido sem alterações, segundo a Autoesporte. A transmissão prioriza rotações baixas e marcha silenciosa no uso cotidiano, mas o Jornal do Carro observa que, em retomadas mais exigidas na estrada, o motor precisa subir de giro para buscar potência — diferentemente de turbinados —, e o ruído resultante invade a cabine, especialmente nas ultrapassagens. O isolamento acústico, no entanto, é elogiado pela publicação, que destaca a capacidade do City de atenuar o barulho de rodovias movimentadas como a Presidente Castelo Branco.

Consumo que rivaliza com híbridos

No quesito consumo, os números impressionam. A Autoesporte registra até 15,3 km/l na estrada com gasolina no sedã e 15,1 km/l no hatch segundo dados do fabricante. Já o Jornal do Carro foi além: em rodagem mista urbana e rodoviária, a publicação alcançou 17 km/l — marca que, segundo o veículo, rivaliza com híbridos plenos disponíveis no mercado, como o Toyota Yaris Cross Hybrid, homologado em até 17,7 km/l na cidade e 14,6 km/l na estrada.

Dinâmica e ergonomia

Na dinâmica, o Jornal do Carro destaca que a calibração dos amortecedores foi afinada para o conforto, absorvendo irregularidades do asfalto sem tornar a direção anestesiada. O centro de gravidade mais baixo das duas carrocerias favorece o contorno de curvas sem rolagem perceptível, entregando até alguma dose de diversão ao volante. A ergonomia também é elogiada pela publicação, que cita a facilidade de acesso aos comandos e a presença de botões físicos com funções redundantes em relação à central multimídia.

Um ponto de atenção levantado pelo Jornal do Carro é o sistema de monitoramento de ponto cego por câmera, batizado pela Honda de LaneWatch: ao acionar a seta para a esquerda, a imagem ocupa toda a tela da central multimídia, fazendo o mapa do Waze ou Google Maps desaparecer até que o comando seja desacionado. A publicação sugere que o ideal seria exibir a câmera em apenas parte da tela, preservando a navegação — e reconhece que, com esse ajuste, o recurso seria muito bem-vindo no trânsito intenso das grandes cidades.

A aposta da Honda sem eletrificação

A Autoesporte avalia que as mudanças visuais funcionam bem ao vivo, com elementos inspirados no Prelude adaptados de forma equilibrada às proporções menores do City. O Jornal do Carro, por sua vez, levanta a questão estratégica mais ampla: sem uma opção híbrida, faz sentido investir nessa remodelação? A publicação aponta que o mercado brasileiro vive franca expansão dos modelos eletrificados e que, entre os sedãs, o BYD King — um híbrido recarregável — figura entre os mais vendidos. Sem redução de preço, sem evolução mecânica e sem eletrificação, a aposta da Honda é que a reputação da marca, a eficiência comprovada e a rede de pós-venda sejam suficientes para segurar as vendas diante da ofensiva chinesa.

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