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Hyundai quer criar cadeia de reciclagem de carros no Brasil e mira reaproveitamento de peças e baterias

Montadora estuda parceiros locais para estruturar sistema de economia circular inspirado no projeto internacional Car to Car.

Atualizada em 8 de novembro de 2026 às 11:04· 10 leituras
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Hyundai quer criar cadeia de reciclagem de carros no Brasil

Montadora busca parceiros locais para reaproveitamento de peças e baterias inspirado no projeto Car to Car.

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A Hyundai está de olho em um mercado ainda pouco explorado no Brasil: a reciclagem de veículos em fim de vida útil. Segundo o AutoInforme, a montadora busca parceiros locais para montar uma cadeia capaz de recuperar materiais e componentes de carros usados e reintroduzi-los na fabricação de novos modelos, reduzindo tanto a pegada de carbono quanto a dependência de matérias-primas virgens.

O tema foi apresentado por Fábio Bonilha, gerente sênior de ESG e Inovação da Hyundai para a América Central e do Sul, durante a ETRI 2026, realizada na USP em São Paulo. Conforme o AutoInforme aponta, a referência da empresa é o projeto internacional Car to Car, que propõe exatamente esse ciclo de reaproveitamento. Para Bonilha, trazer algo parecido ao Brasil exige o desenvolvimento de fornecedores especializados, sistemas de coleta de veículos e mecanismos de rastreabilidade das peças — infraestrutura que o país ainda não tem consolidada.

O executivo também colocou na mesa o potencial do programa federal Mover para impulsionar iniciativas de economia circular no setor automotivo, além de destacar a cooperação com universidades como caminho para baratear processos e ampliar o uso de insumos nacionais. Outro ponto levantado, segundo o AutoInforme, foi o reaproveitamento de baterias de elétricos: antes de extrair os minerais, a ideia é dar uma segunda vida aos pacotes em sistemas estacionários de armazenamento de energia.

Os números apresentados por Bonilha revelam o tamanho do desafio: a reciclagem veicular no Brasil não chega a 3%, enquanto nos Estados Unidos o índice oscila entre 30% e 40%, de acordo com o AutoInforme. A distância entre os dois patamares mostra que há espaço enorme para crescer — e, para a Hyundai, isso também representa uma oportunidade de negócio e de diferenciação em sustentabilidade.

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