Mercedes-Benz quer jornada maior e menos benefícios para cortar € 800 milhões nas fábricas da Alemanha
Montadora alemã pressiona trabalhadores com proposta de ampliar horas trabalhadas e reduzir vantagens para enfrentar crise de competitividade.
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A Mercedes-Benz está avaliando medidas duras para reduzir custos operacionais em suas plantas na Alemanha. Segundo o Notícias Automotivas, a montadora estuda ampliar a jornada de trabalho dos funcionários e cortar benefícios como forma de alcançar uma economia de € 800 milhões — um movimento que coloca empregados diretamente no centro do ajuste financeiro da empresa.
A pressão sobre as fábricas alemãs reflete um problema estrutural que o Notícias Automotivas aponta como crescente no setor: o custo de produção na Europa, especialmente na Alemanha, tornou-se cada vez menos competitivo frente a concorrentes asiáticos e à expansão das montadoras chinesas no mercado global. A Mercedes tenta, com isso, equilibrar suas contas sem recorrer imediatamente a demissões em massa.
De acordo com o Notícias Automotivas, as negociações ainda estão em fase de estudo, mas já geram tensão com os sindicatos alemães, historicamente poderosos e resistentes a qualquer recuo nas condições de trabalho conquistadas ao longo de décadas. O desfecho dessas conversas pode definir o modelo de operação da marca em solo europeu pelos próximos anos.
O caso da Mercedes não é isolado. Conforme destaca o Notícias Automotivas, outras grandes montadoras europeias também enfrentam dilemas semelhantes diante da transição para veículos elétricos e da queda nas margens de lucro — o que torna esse embate entre capital e trabalho um termômetro importante para o futuro da indústria automotiva no continente.
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