Omoda 4 chega ao Brasil em 2027 com motor híbrido 1.5 turbo de 224 cv e autonomia de 885 km
SUV abandona o 1.0 turbo prometido e adota o mesmo conjunto mecânico do Omoda 5 HEV, mas com entre-eixos maior e visual mais agressivo.
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O Omoda 4 que chegará ao Brasil em 2027 será bem diferente do que foi anunciado quando o modelo foi apresentado, ainda com o nome Omoda 3, em abril deste ano. Segundo a Quatro Rodas, o motor 1.0 turbo híbrido flex prometido inicialmente foi descartado — ao menos enquanto a marca não tiver produção local — e o SUV estreará por aqui com o mesmo conjunto mecânico do Omoda 5 HEV: um 1.5 turbo a combustão de 135 cv combinado a um motor elétrico de 204 cv, totalizando 224 cv e 30,1 kgfm de torque. A transmissão é do tipo DHT de uma marcha com relações variáveis pelo propulsor elétrico.
A Quatro Rodas realizou um primeiro contato com o carro na China e percorreu cerca de 320 km com o veículo lotado — cinco passageiros e bagageiro cheio. A publicação aponta que o desempenho foi satisfatório, mas sem as sobras que a ficha técnica sugere: a calibração parece priorizar eficiência em vez de arrancadas. Em rodovias planas, com velocidades entre 100 km/h e 120 km/h, o computador de bordo registrou média de 18,5 km/l, o que projeta autonomia superior a 885 km com um tanque. O 0 a 100 km/h é feito em 8,1 segundos, segundo a fabricante. A bateria de 1,83 kWh é pequena se comparada à de 5,1 kWh adotada no Omoda 7 híbrido, o que limita o uso da eletricidade em baixas velocidades.
Em termos de tamanho, a Quatro Rodas destaca que o Omoda 4 se aproxima bastante do Omoda 5, mas entrega um entre-eixos de 2,70 m — 9 cm a mais que o irmão —, o que se traduz em mais espaço para as pernas dos passageiros traseiros. O comprimento total é de 4,42 m, a largura de 1,87 m e a altura de 1,57 m. O visual externo, com linhas afiladas e dianteira agressiva que remete a SUVs esportivos, teve melhor recepção nas redes sociais do que o design futurista e divisivo do Omoda 5, segundo a publicação. Internamente, o acabamento mistura superfícies acolchoadas nas portas e na parte inferior do painel com plástico rígido na faixa superior — combinação comum no segmento, mas que pode pesar na percepção de valor dependendo do preço que a marca definir para o mercado brasileiro.
Fontes
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