Por que a Chevrolet está proibida de usar os nomes Corsa, Astra e Vectra no Brasil
A venda da Opel para o grupo que originou a Stellantis transferiu os direitos das marcas mais queridas da Chevrolet brasileira para as mãos dos concorrentes.
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Quem cresceu nos anos 1990 e 2000 provavelmente tem memórias afetivas de um Corsa, um Astra ou um Vectra. Mas, segundo a Auto+, qualquer esperança de ver esses nomes de volta às concessionárias da Chevrolet está juridicamente encerrada — e o motivo está numa cadeia de aquisições corporativas que poucos consumidores acompanharam.
A raiz do problema está na origem desses modelos. Conforme aponta a Auto+, quase todos nasceram na Alemanha, desenvolvidos pela Opel, que funcionou como braço europeu da General Motors de 1929 até 2017. Naquele ano, a GM decidiu vender a Opel para o então Grupo PSA, dono de Peugeot e Citroën. Quando, em 2021, o PSA se fundiu com a Fiat Chrysler para formar a Stellantis, os direitos sobre esses nomes icônicos migraram definitivamente para um conglomerado que reúne rivais históricas da Chevrolet — incluindo a própria Fiat. Por impedimento de propriedade intelectual, a gravata dourada está vetada de batizar qualquer novo veículo com essas nomenclaturas.
A única exceção curiosa, segundo a Auto+, é a Meriva: a minivan foi idealizada e desenvolvida no Brasil antes de ser exportada à Europa, o que lhe confere uma origem diferente dos demais modelos. Ainda assim, o nome também está fora do alcance da Chevrolet. Já a Zafira sobrevive na Europa apenas como versão de passageiros de uma van utilitária comercializada como Fiat Scudo — mais uma ironia do novo arranjo corporativo.
A Auto+ avalia que a única hipótese de ver esses nomes circulando novamente no Brasil seria uma eventual entrada da Opel no mercado nacional pela Stellantis. O cenário, porém, é considerado praticamente impossível: o grupo concentra esforços na reestruturação das marcas francesas e na expansão da chinesa Leapmotor, tornando a gama da Opel redundante frente ao posicionamento atual da Peugeot. Para quem quer matar a saudade, o mercado de usados e colecionáveis segue sendo o único caminho.
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