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Renault Kwid 2027 chega renovado com painel digital e multimídia sem fio, mas preço de até R$ 91 mil assusta

Modelo mais barato do Brasil ganhou novo visual, tela de instrumentos digital e central de 10 polegadas, mas precisa convencer o comprador pessoa física a preferir o zero km ao seminovo.

Atualizada em 8 de novembro de 2026 às 11:13· 10 leituras
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Kwid 2027 chega renovado — mas preço de até R$ 91 mil assusta

O compacto mais barato do Brasil ganhou painel digital e multimídia sem fio na maior atualização desde 2017.

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O Renault Kwid chegou à geração 2027 com a maior atualização desde seu lançamento no Brasil, em 2017, quando era vendido por R$ 29 mil na versão de entrada. Segundo a Autoesporte (G1 Carros), que testou o modelo, o compacto agora custa entre R$ 82 mil e R$ 91 mil dependendo da versão — um salto que torna a decisão entre o zero km e um seminovo bem mais difícil para o consumidor.

Do lado de fora, a Autoesporte aponta que o Kwid 2027 adotou a nova linguagem visual da Renault, com para-choque dianteiro redesenhado, grade com acabamento preto brilhante, lanternas traseiras repaginadas e novo logotipo em todas as versões. Rodas de 14 polegadas e antena barbatana de tubarão também passam a ser itens de série. A versão Outsider se diferencia com grafismos laterais, rodas bicolores e opção de teto em cor contrastante.

Na cabine, a principal novidade é o painel de instrumentos digital de 7 polegadas disponível já na versão de entrada, com animação de boas-vindas inspirada nos clássicos R5 e R4, conforme destaca a Autoesporte. Nas versões Techno e Outsider, ele se integra visualmente à nova central Media Evolution de 10,1 polegadas, que suporta Apple CarPlay e Android Auto sem fio. Em segurança, todos os modelos saem de fábrica com quatro airbags, controle de estabilidade, assistente de partida em rampa e monitoramento de pressão dos pneus.

A publicação ressalta, porém, que o desafio do Kwid vai além do design: cerca de dois terços das unidades vendidas são destinadas a pessoas jurídicas, e o efeito da concorrência chinesa sobre os preços dos usados aumenta a pressão sobre os modelos de entrada. Para o comprador individual, justificar quase R$ 91 mil num carro de entrada ainda é o maior obstáculo que a Renault precisa superar.

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