Venda de elétricos no Brasil cresce 20 vezes em quatro anos com protagonismo das chinesas
BYD, Geely e GAC lideram uma transformação acelerada no mercado brasileiro, que passou de 8 mil para mais de 165 mil elétricos emplacados em menos de meia década.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
O mercado brasileiro de carros elétricos viveu uma transformação sem precedentes nos últimos quatro anos. Segundo o Jornal do Carro, foram emplacados apenas 8.460 veículos 100% elétricos em 2022 — número que saltou para 165.820 unidades apenas entre janeiro e setembro de 2026, quase 20 vezes o volume registrado naquele ano inteiro. O motor desse crescimento tem endereço certo: a China.
Conforme aponta o Jornal do Carro, a BYD sozinha respondeu por 64,4% dos emplacamentos de elétricos puros no Brasil em setembro de 2026, com Geely (14%) e GAC (cerca de 8%) completando o pódio dominado pelas asiáticas. A virada começou a ganhar força em 2023, quando modelos como o BYD Dolphin estrearam por R$ 149.800 — uma faixa de preço até então praticamente inexplorada pelos elétricos no País. O resultado foi imediato: o Jornal do Carro registra que os emplacamentos saltaram de 19.310 unidades em 2023 para 61.615 em 2024, alta superior a 200%.
A expansão, no entanto, entrou em uma nova fase a partir de 2025, quando as chinesas passaram da importação para a produção local. O Jornal do Carro destaca que a BYD inaugurou sua fábrica em Camaçari (BA) em outubro de 2025, iniciando a montagem de modelos como Dolphin Mini, King e Song Pro pelo sistema SKD — em que os veículos chegam parcialmente desmontados para finalização no Brasil. O movimento coincidiu com a retomada gradual do imposto de importação sobre elétricos, que chegou a 35% em julho de 2026, tornando a produção local cada vez mais estratégica.
O avanço das chinesas, porém, acende um debate sobre os rumos da indústria nacional. Segundo o Jornal do Carro, a Anfavea critica o sistema SKD por exigir menos processos produtivos locais do que uma fábrica convencional, defendendo condições de concorrência equilibradas entre importados, kits montados no País e veículos fabricados com maior conteúdo nacional. Para o consumidor, o saldo até agora é positivo: mais opções, preços mais acessíveis e tecnologias que antes ficavam restritas aos carros de luxo chegando a segmentos de entrada.
Fontes
Notícias relacionadas
ElétricosCarros elétricos podem mudar a forma como o brasileiro consome energia em casa
Com quase um quarto das vendas já eletrificadas, especialistas veem oportunidade para tarifas flexíveis, recargas automatizadas e até devolução de energia à rede.
ElétricosAutonomia média dos elétricos no Brasil é de 340 km — e isso quase não dá para ir de SP a Ribeirão Preto
Levantamento do UOL Carros com dados do Inmetro mostra que a margem entre o alcance típico dos elétricos e as distâncias reais das viagens brasileiras é perigosamente estreita.
ElétricosDongfeng revela preços do Box e do Vigo antes do lançamento oficial no Brasil
Hatch elétrico parte de R$ 135.900 e SUV de R$ 169.900 em condições de estreia válidas até dezembro.
ElétricosDenza B3 é flagrado em testes no Brasil e deve chegar em 2026 com até 510 cv
SUV elétrico médio da divisão de luxo da BYD apareceu camuflado em Valinhos (SP) e promete repetir o sucesso do B5 no mercado nacional.
ElétricosBYD Dolphin Mini cresce, ganha motor traseiro e mira rival chinês na nova geração
Hatch elétrico chega à segunda geração com mais potência, suspensão independente e carregamento ultrarrápido — mas o modelo atual segue à venda.
ElétricosNova geração do Toyota Corolla terá versão elétrica com autonomia de até 400 km
Segundo imprensa japonesa, sedã mais vendido da história ganhará variante a bateria produzida na China a partir de 2028, mas Brasil deve seguir caminho diferente por ora
