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Venda de elétricos no Brasil cresce 20 vezes em quatro anos com protagonismo das chinesas

BYD, Geely e GAC lideram uma transformação acelerada no mercado brasileiro, que passou de 8 mil para mais de 165 mil elétricos emplacados em menos de meia década.

Atualizada em 28 de outubro de 2026 às 13:06· 5 leituras
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Vendas de elétricos crescem 20 vezes em 4 anos no Brasil

BYD, Geely e GAC lideram uma virada histórica: de 8 mil para 165 mil emplacamentos.

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O mercado brasileiro de carros elétricos viveu uma transformação sem precedentes nos últimos quatro anos. Segundo o Jornal do Carro, foram emplacados apenas 8.460 veículos 100% elétricos em 2022 — número que saltou para 165.820 unidades apenas entre janeiro e setembro de 2026, quase 20 vezes o volume registrado naquele ano inteiro. O motor desse crescimento tem endereço certo: a China.

Conforme aponta o Jornal do Carro, a BYD sozinha respondeu por 64,4% dos emplacamentos de elétricos puros no Brasil em setembro de 2026, com Geely (14%) e GAC (cerca de 8%) completando o pódio dominado pelas asiáticas. A virada começou a ganhar força em 2023, quando modelos como o BYD Dolphin estrearam por R$ 149.800 — uma faixa de preço até então praticamente inexplorada pelos elétricos no País. O resultado foi imediato: o Jornal do Carro registra que os emplacamentos saltaram de 19.310 unidades em 2023 para 61.615 em 2024, alta superior a 200%.

A expansão, no entanto, entrou em uma nova fase a partir de 2025, quando as chinesas passaram da importação para a produção local. O Jornal do Carro destaca que a BYD inaugurou sua fábrica em Camaçari (BA) em outubro de 2025, iniciando a montagem de modelos como Dolphin Mini, King e Song Pro pelo sistema SKD — em que os veículos chegam parcialmente desmontados para finalização no Brasil. O movimento coincidiu com a retomada gradual do imposto de importação sobre elétricos, que chegou a 35% em julho de 2026, tornando a produção local cada vez mais estratégica.

O avanço das chinesas, porém, acende um debate sobre os rumos da indústria nacional. Segundo o Jornal do Carro, a Anfavea critica o sistema SKD por exigir menos processos produtivos locais do que uma fábrica convencional, defendendo condições de concorrência equilibradas entre importados, kits montados no País e veículos fabricados com maior conteúdo nacional. Para o consumidor, o saldo até agora é positivo: mais opções, preços mais acessíveis e tecnologias que antes ficavam restritas aos carros de luxo chegando a segmentos de entrada.

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