Alumínio avança sobre o cobre na fiação elétrica dos EVs com metal histórico custando R$ 77 mil por tonelada
Pressão de custos força montadoras a repensar a escolha de materiais condutores em veículos elétricos.
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Por cerca de dois séculos, o cobre reinou absoluto nos sistemas elétricos dos automóveis. Mas segundo o Notícias Automotivas, esse domínio começa a ser questionado de forma séria à medida que o preço do metal se aproxima dos R$ 77 mil por tonelada — um patamar que torna a conta difícil de fechar para montadoras que precisam enxugar custos em veículos elétricos cada vez mais competitivos.
O alumínio surge como alternativa viável nesse cenário. Conforme aponta o Notícias Automotivas, o material é significativamente mais leve e mais barato que o cobre, dois atributos que pesam muito no desenvolvimento de EVs, onde cada quilograma economizado se traduz em maior autonomia e onde a margem de lucro ainda é apertada para a maioria dos fabricantes.
A transição, no entanto, não é trivial. O Notícias Automotivas destaca que o alumínio conduz eletricidade com menos eficiência do que o cobre, o que exige fios de diâmetro maior para compensar a diferença — um desafio de engenharia que as montadoras e fornecedores de componentes estão correndo para resolver com novos designs de chicotes elétricos e conectores adaptados.
O movimento reflete uma tendência mais ampla da indústria automotiva de revisar escolhas de materiais que pareciam imutáveis. Com a eletrificação acelerando a demanda global por cobre e pressionando ainda mais seu preço, segundo o Notícias Automotivas, o alumínio deixa de ser plano B para se tornar uma aposta estratégica real dentro das cadeias de fornecimento dos veículos elétricos.
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