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Anfavea propõe cotas e nova taxa para frear importação de carros chineses

Entidade levou ao governo federal três medidas para conter a entrada de veículos estrangeiros, que cresceu mais de 106% em 2026.

Atualizada em 1 de novembro de 2026 às 13:00· 4 leituras
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IMPORTAÇÕES & POLÍTICA AUTOMOTIVA

Anfavea propõe cotas e nova taxa para frear chineses

Entidade levou três medidas ao governo após importações dispararem 106% em 2026.

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A Anfavea foi a Brasília com uma agenda pesada. Segundo a AutoData, em reportagem do jornalista Pedro Kutney citada pelo Auto+, o presidente da entidade, Igor Calvet, reuniu-se com o vice-presidente Geraldo Alckmin acompanhado de treze vice-presidentes da associação para apresentar formalmente três propostas de contenção às importações — movimento que ganhou urgência depois que os dados do setor revelaram alta de 106,4% nas importações entre janeiro e setembro de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, impulsionada principalmente por marcas asiáticas.

A primeira frente, conforme aponta o Auto+, prevê salvaguardas comerciais temporárias: uma sobretaxa emergencial incidiria apenas sobre empresas que importam veículos sem manter linhas de montagem no Brasil. Grupos que já produzem localmente — como Stellantis, General Motors e Renault Geely — ficariam isentos, assim como a entrada de kits desmontados nos formatos CKD e SKD. A segunda proposta é a criação da CIDE Automotiva via projeto de lei, que se somaria à alíquota de 35% do Imposto de Importação — já no teto legal — e poderia se estender a autopeças. Ainda segundo o Auto+, embora bastidores mencionassem uma alíquota inicial de 10%, a Anfavea sinalizou que o percentual será definido após estudos que meçam a diferença real de competitividade entre produtos nacionais e importados.

A medida mais estrutural é a fixação de cotas volumétricas para veículos vindos da China, limitando a entrada a entre 2,5% e 3% do mercado total brasileiro — o equivalente a 75 mil e 90 mil unidades por ano. O contraste com a realidade atual é gritante: de acordo com o Auto+, apenas nos primeiros nove meses do ano o Brasil recebeu quase 255 mil veículos prontos de marcas chinesas, além de mais de 100 mil unidades em kits desmontados. A inspiração declarada é o modelo adotado pela União Europeia, que fixou teto de 350 mil unidades anuais.

Ainda segundo o Auto+, o governo federal recebeu as propostas e as encaminhou às equipes jurídicas para análise de viabilidade. A Anfavea espera obter respostas concretas a partir de novembro, após a realização da Fenatran, prevista para os dias 9 a 13 do mesmo mês.

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