BAIC aposta nos carros com extensor de alcance como próximo passo do mercado elétrico brasileiro
Executivo da montadora chinesa defende que os EREVs podem ser a arquitetura mais adequada para a realidade do Brasil.
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Enquanto o mercado brasileiro ainda digere a disputa entre elétricos a bateria (BEV) e híbridos plug-in (PHEV), uma terceira opção tecnológica começa a ganhar atenção: os veículos com extensor de alcance, os chamados EREVs. Segundo o UOL Carros, é essa arquitetura que Oswaldo Ramos, presidente da BAIC no Brasil, enxerga como a próxima fase relevante para o setor no país.
O EREV funciona de forma distinta do PHEV tradicional: o motor a combustão não traciona as rodas diretamente, mas atua como gerador para recarregar as baterias enquanto o veículo está em movimento. De acordo com o UOL Carros, a proposta combina a experiência de dirigir um carro elétrico com a tranquilidade de uma autonomia estendida — característica que pode ser decisiva num país com infraestrutura de recarga ainda em expansão.
A avaliação do executivo da BAIC, conforme aponta o UOL Carros, leva em conta as particularidades brasileiras: distâncias longas entre cidades, desigualdade na distribuição de pontos de recarga e um consumidor ainda em fase de adaptação à mobilidade eletrificada. Nesse cenário, o EREV seria uma espécie de ponte entre o mundo dos híbridos e o dos elétricos puros.
A declaração reforça um movimento mais amplo da indústria chinesa, que já domina essa tecnologia com modelos consolidados em seu mercado doméstico. Com a crescente presença de marcas da China no Brasil, a tendência é que os EREVs deixem de ser uma curiosidade técnica e passem a ocupar espaço real nas concessionárias brasileiras nos próximos anos, segundo o UOL Carros.
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