Brasil pode pular a era dos híbridos leves e ir direto aos plug-ins, aponta ABVE
Entidade do setor vê crescimento acelerado de elétricos e híbridos recarregáveis como sinal de que o país está tomando um caminho mais avançado na eletrificação.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
O Brasil pode estar escrevendo um roteiro diferente do esperado para a eletrificação de sua frota. Segundo o InsideEVs UOL, durante o evento e-Days, Ricardo Bastos, representante da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), apresentou dados recentes que sugerem que o mercado nacional está ignorando os híbridos leves — conhecidos como MHEV — e migrando diretamente para tecnologias mais avançadas, como os híbridos plug-in (PHEV) e os elétricos a bateria (BEV).
De acordo com o InsideEVs UOL, os híbridos leves foram amplamente defendidos pela indústria como um degrau intermediário e necessário entre os carros a combustão e os totalmente eletrificados. No entanto, os números mais recentes do setor no Brasil apontam para uma aceleração dos modelos recarregáveis na tomada, o que coloca em xeque essa lógica de transição gradual.
A ABVE interpreta esse movimento como um avanço qualitativo do consumidor e do mercado brasileiro, segundo a publicação. A entidade avalia que fatores como a oferta crescente de modelos plug-in com preços mais competitivos e a expansão da infraestrutura de recarga têm contribuído para esse salto tecnológico. Para a associação, o fenômeno representa uma oportunidade estratégica para o país se posicionar de forma mais sólida na corrida global pela eletrificação.
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