Citroën Aircross XTR: sete lugares barato, mas sem personalidade definida
Modelo tenta ser SUV e minivan ao mesmo tempo, mas entrega pouco dos dois mundos.
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O Citroën Aircross XTR tenta agradar a dois públicos distintos ao mesmo tempo — quem quer um SUV e quem precisa de sete lugares — mas a Quatro Rodas aponta que essa ambição dupla cobra um preço: o modelo não convence plenamente em nenhuma das duas frentes. Com 4,32 m de comprimento, altura em relação ao solo de 23 cm e ângulos de entrada e saída de 23,6° e 21,1°, respectivamente, o carro tem números que sugerem capacidade off-road leve, mas a revista ressalta que a suspensão traseira de eixo de torção e o chacoalhar excessivo em ruas esburacadas desfazem qualquer ilusão de SUV de verdade.
No quesito preço, o argumento é mais sólido. Segundo a Quatro Rodas, a versão XTR — topo de linha — é anunciada por R$ 156.490, mas costuma ser ofertada com desconto por R$ 134.790 no site da Citroën, enquanto a rival direta Chevrolet Spin Premier chega a R$ 165.590. Sob o capô, o motor 1.0 turbo flex T200 de 130 cv e 20,4 kgfm, associado ao câmbio CVT de sete marchas simuladas, é o mesmo bloco que equipa Fiat Pulse e Fastback. A publicação registrou 9 km/l na cidade e 15,1 km/l na estrada durante o teste com gasolina — números abaixo dos 13,1 km/l na estrada que a Spin Premier entrega com seu 1.8 aspirado, apesar de ser menos potente.
Na segurança, a Quatro Rodas chama atenção para a ausência de sistemas ADAS na versão XTR: o pacote se limita a quatro airbags, câmera de ré, partida em rampa e monitoramento de pressão dos pneus. A Spin Premier, mesmo custando mais, oferece alerta de colisão frontal e frenagem automática de emergência em baixa velocidade. Já o visual aventureiro do sobrenome XTR, segundo a revista, resume-se a molduras de plástico, adesivos, aerofólio traseiro e barras de teto puramente estéticas — charme de aparência, sem substância adicional de desempenho.
Fontes
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