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Frota brasileira envelhece: idade média passa de 11 anos e usados adulterados dominam o mercado

Com 18 milhões de usados vendidos contra apenas 2,5 milhões de zero km em 2025, o Brasil troca carro velho por carro velho — e quase ninguém percebe.

Atualizada em 30 de setembro de 2026 às 13:00· 4 leituras
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FROTA NACIONAL

Brasil troca carro velho por carro ainda mais velho

Idade média da frota passa de 11 anos — e o ciclo não tem fim à vista.

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O Jornal do Carro aponta que a frota de automóveis em circulação no Brasil atingiu idade média superior a 11 anos — e os números de 2025 explicam por quê essa tendência não dá sinais de reversão. Segundo o veículo, foram comercializados mais de 18 milhões de carros usados no país ao longo do ano, contra apenas 2,5 milhões de veículos zero km. A lógica é simples: sem novos carros entrando na cadeia em volume suficiente, o mercado fica preso em um ciclo de trocas entre modelos cada vez mais antigos.

O Jornal do Carro destaca que o líder de vendas entre os usados em 2025 foi o Volkswagen Gol, com mais de 814 mil unidades negociadas — um modelo que já saiu de linha. Em segundo lugar aparece o Chevrolet Onix, com 451 mil unidades, impulsionado pela saída de frotas e locadoras. Fiat Uno e Fiat Palio, também fora de produção, somaram juntos mais de 400 mil unidades cada. A publicação ressalta que esses quatro modelos, por si só, representam quase metade do volume total de zero km vendidos no mesmo período.

Um dos pontos mais preocupantes levantados pelo Jornal do Carro é a adulteração de quilometragem: sete em cada dez carros usados à venda no Brasil teriam o hodômetro alterado. A razão é cultural — a maioria dos compradores rejeita veículos com mais de 100 mil km rodados, o que cria incentivo para fraudes. Enquanto isso, no mercado de zero km, o perfil de comprador é majoritariamente corporativo: o campeão de vendas no CNPJ foi a Fiat Strada, com 142,9 mil unidades, ao passo que o Hyundai Creta liderou o varejo para pessoa física com apenas 48,4 mil unidades.

Para o Jornal do Carro, a raiz do problema está no preço dos automóveis, que disparou durante a pandemia e nunca recuou. Sem políticas públicas voltadas à renovação da frota, a tendência é que modelos descontinuados continuem dominando as listas de mais vendidos — e que o brasileiro siga trocando um carro velho por outro ligeiramente menos velho, sem que a média de idade da frota nacional melhore de forma significativa.

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