GM e Ford criam programas de treinamento remunerado para atrair mecânicos jovens nos EUA
Diante de um déficit anual de 75 mil profissionais, as montadoras americanas apostam em estágios longos, bolsas milionárias e premiações para renovar a mão de obra técnica.
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O avanço tecnológico dos automóveis criou um paradoxo incômodo para a indústria americana: os carros ficaram mais sofisticados, mas os profissionais capazes de consertá-los estão sumindo. Segundo o Jornal do Carro, mais de 75 mil vagas de mecânico são abertas todo ano nos Estados Unidos — boa parte delas deixada por veteranos que se aposentam após décadas na área, enquanto outros simplesmente migram para outras profissões.
Para enfrentar o problema, a Ford estruturou uma rede de 1.100 escolas nos EUA, investiu mais de US$ 7 milhões em bolsas pela Fundação TechForce e instalou 33 centros de treinamento pelo país, conforme aponta o Jornal do Carro. O programa de estágio da montadora dura entre 18 e 24 meses, combina 400 horas de aula com 2.000 horas de trabalho remunerado e prepara os alunos para diagnosticar digitalmente os modelos mais recentes da marca, incluindo sistemas de alta voltagem.
Já a GM optou por uma abordagem voltada ao reconhecimento, segundo o Jornal do Carro: jovens com menos de 30 anos que se destacarem em atendimento, liderança e dedicação ao longo do programa serão premiados em 2027, em Detroit. Entre os itens da premiação estão óculos de diagnóstico com inteligência artificial, caixas de ferramentas Milwaukee Tool Packout e o título de embaixadores da marca.
O movimento ganhou reforço institucional com a Associação Nacional de Revendedores de Automóveis (NADA), que, ao reconhecer o impacto da escassez de mão de obra em toda a cadeia produtiva, firmou parceria com a ASE Education Foundation para levar treinamentos às concessionárias, de acordo com o Jornal do Carro. O cenário reforça que o problema deixou de ser pontual e passou a exigir resposta coordenada entre montadoras, associações e instituições de ensino.
Fontes
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