Montadoras pressionam Congresso dos EUA por banimento permanente de carros chineses
Alliance for Automotive Innovation, que reúne GM, Toyota, VW e outras gigantes, quer lei aprovada ainda em 2026 para bloquear definitivamente veículos da China.
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Segundo a Autoesporte, a Alliance for Automotive Innovation — entidade que representa praticamente todas as grandes fabricantes que atuam nos Estados Unidos, incluindo General Motors, Toyota e Volkswagen — enviou um apelo formal ao Congresso americano pedindo a aprovação, ainda neste ano, de uma lei que proíba permanentemente a entrada de veículos chineses no país. O movimento foi feito na segunda-feira (2), às vésperas da retomada das sessões legislativas após as eleições de meio de mandato.
De acordo com a Autoesporte, o presidente da associação, John Bozzella, argumentou que as importações chinesas representam risco à segurança nacional e prejudicam fabricantes que fizeram investimentos de longo prazo em território americano. Ele citou o avanço dos carros chineses na Europa como alerta: nos oito primeiros meses de 2026, a União Europeia importou mais de 1,1 milhão de unidades da China — volume superior ao registrado em todo o ano anterior.
A Autoesporte lembra que os EUA já contam com barreiras significativas: tarifas superiores a 100% sobre elétricos chineses e regulamentações adotadas no início de 2025, durante o governo Biden, que na prática impedem montadoras da China de vender ou fabricar carros de passeio no país. O projeto de banimento permanente avançou em julho ao ser aprovado por uma comissão do Senado, e na Câmara já acumula mais de 100 coautores. Ainda assim, a aprovação definitiva enfrenta incertezas: assessores legislativos avaliam que uma eventual virada democrata no Legislativo pode deixar o calendário apertado antes do encerramento da sessão em dezembro.
Um fator adicional de tensão, segundo a Autoesporte, é a posição do presidente Donald Trump: em setembro, ele afirmou à Fox News que estaria aberto a permitir que empresas chinesas produzissem carros em solo americano — declaração que gerou apreensão entre as montadoras que lideram o lobby pelo banimento. Do lado chinês, o Ministério das Relações Exteriores já havia pedido aos EUA que respeitassem 'as leis da economia de mercado e os princípios da concorrência justa', classificando propostas anteriores como 'repressão injustificada'.
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