Roubos e furtos de elétricos e híbridos mais que dobram em SP no início de 2026
Levantamento aponta 129% de aumento nas ocorrências entre janeiro e maio, com furtos tecnológicos superando roubos tradicionais.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
Os carros elétricos e híbridos viraram alvo preferencial dos criminosos paulistas. A Quatro Rodas aponta que o número de roubos e furtos desses veículos no estado de São Paulo saltou de 44 para 101 ocorrências na comparação entre os primeiros cinco meses de 2025 e o mesmo período de 2026 — alta de 129%. Os dados foram levantados pela empresa de telemetria Ituran Brasil com base em registros da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
Segundo a Quatro Rodas, a mudança mais significativa não está apenas no volume, mas no perfil das ocorrências: se em 2025 o roubo (abordagem com violência) representava 59% dos casos, em 2026 o furto passou a dominar com 84% das ocorrências. Isso indica que as quadrilhas estão abandonando a força bruta em favor de métodos silenciosos e tecnológicos. Fernando Correa, gerente de operações da Ituran, explica à publicação que os criminosos passaram a usar equipamentos capazes de acessar sistemas eletrônicos e clonar chaves, tornando a ação mais rápida e discreta.
A cidade de São Paulo concentra o grosso dos registros, que triplicaram de 23 para 74 casos, conforme a Quatro Rodas. O bairro da Vila Mariana lidera com nove ocorrências, seguido de Saúde e Vila Prudente, com quatro cada. Fora da capital, Santo André aparece em segundo lugar no estado, embora tenha reduzido seus casos de seis para três. Quanto ao perfil temporal, a Quatro Rodas destaca que as quintas-feiras à noite concentram a maior parte dos crimes, e os veículos mais visados têm entre dois e cinco anos de uso — faixa que reúne 51% das ocorrências.
Para Correa, ouvido pela Quatro Rodas, o crescimento acompanha naturalmente a expansão da frota eletrificada no Brasil: mais carros circulando significa mais alvos disponíveis, especialmente considerando o alto valor agregado e a sofisticação dos componentes eletrônicos desses modelos. A avaliação reforça a necessidade de sistemas de rastreamento e monitoramento específicos para essa categoria de veículos, que cresce em ritmo acelerado no país.
Fontes
Notícias relacionadas
ElétricosFiat Koala: elétrico de entrada para a Europa compartilha plataforma com o Citroën 2CV e pode custar a partir de 10 mil euros
Modelo retrô e compacto será a aposta da Fiat para o segmento de elétricos acessíveis no mercado europeu, com lançamento esperado para o fim da década
ElétricosBMW i3 percorre 1.213 km com uma carga em teste realizado na China
Sedã elétrico alemão superou em 18% a autonomia oficial declarada na homologação durante avaliação com a versão 50L eDrive.
Bateria do elétrico além da garantia: o que fazer quando ela envelhece
Especialistas explicam como trocar, reaproveitar e reciclar corretamente as baterias de íon de lítio após o prazo de oito a dez anos coberto pelas montadoras.
ElétricosDFM desembarca oficialmente no Brasil com os elétricos Box e Vigo, e primeiras unidades já chegam ao país
Marca chinesa estreia no mercado brasileiro com hatch compacto a R$ 135.900 e SUV a R$ 169.900, garantia de 7 anos no veículo e 10 nas baterias — e unidades do Box já foram flagradas no Porto de Cariacica (ES)
ElétricosXpeng G9: SUV elétrico chinês com 575 cv, recarga em 12 minutos e IA no chassi mira o Brasil
A Quatro Rodas avaliou o topo de linha da Xpeng, marca que já recruta profissionais no país e deve chegar em 2026.
ElétricosEfeito iPhone: por que carros elétricos usados perdem valor mais rápido que os a combustão
Levantamento do Grupo OLX mostra que a rápida evolução tecnológica dos elétricos derruba o preço dos modelos mais antigos no mercado de usados.

