Seguradoras estão declarando perda total em elétricos após batidas leves
Custo elevado de baterias e falta de infraestrutura para reparo fazem montadoras e seguradoras descartarem carros que poderiam ser consertados.
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Segundo o UOL Carros, seguradoras ao redor do mundo — incluindo no Brasil — têm declarado perda total em carros elétricos envolvidos em colisões que, em um veículo a combustão, seriam consideradas simples de reparar. O principal vilão é o pacote de baterias: componente que pode representar entre 40% e 60% do valor total do automóvel e que, na maioria dos casos, precisa ser substituído integralmente mesmo quando apenas uma célula é danificada.
Ainda de acordo com o UOL Carros, a escassez de oficinas especializadas e a dificuldade de obter peças originais agravam o problema. Poucos centros de reparo têm equipamentos adequados para diagnosticar e substituir módulos individuais de bateria com segurança, o que empurra os custos para patamares inviáveis economicamente — tornando o sinistro total a saída mais rápida e barata para as seguradoras.
O fenômeno tem consequências diretas no bolso do consumidor brasileiro. O UOL Carros aponta que as seguradoras já começaram a reajustar as tabelas de prêmio para elétricos, encarecendo apólices e, em alguns casos, recusando cobertura para modelos cujo valor de mercado não justifica o risco de reparo. Proprietários relatam surpresa ao descobrir que um amassado no para-choque traseiro pode resultar na perda do veículo.
Especialistas ouvidos pelo UOL Carros defendem que fabricantes precisam avançar em dois fronts: desenvolver arquiteturas de bateria modulares, que permitam a troca de células individuais, e ampliar a rede de assistência técnica certificada. Enquanto isso não acontece, quem compra um elétrico no Brasil deve considerar o custo do seguro — e suas limitações — como parte essencial da equação financeira.
Fontes
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