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Uma conversa com Jeff Bezos inspirou o primeiro Ferrari elétrico

Fundador da Amazon sugeriu a John Elkann que a Ferrari pensasse seriamente em um modelo sem motor a combustão — dez anos depois, o resultado é o Luce.

Atualizada em 8 de outubro de 2026 às 13:02· 2 leituras
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FERRARI ELÉTRICO

Uma conversa com Jeff Bezos mudou a Ferrari para sempre

Dez anos depois de uma pergunta casual, nasce o Luce — o primeiro Ferrari 100% elétrico.

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Uma caminhada em julho de 2016 pode ter mudado os rumos da Ferrari. Segundo o Jornal do Carro, que cita reportagem do Motor1 baseada na agência italiana ANSA, Jeff Bezos, fundador da Amazon, conversou com John Elkann, presidente da Ferrari, e fez uma pergunta simples: por que a marca não considerava seriamente desenvolver um carro elétrico? O próprio Bezos admitiu não entender de automóveis, mas disse conhecer bem o universo da inovação tecnológica.

O comentário, aparentemente casual, teve consequências concretas. Conforme o Jornal do Carro aponta, Elkann revelou que a sugestão o fez pensar de forma mais objetiva sobre a viabilidade de um modelo sem combustão — não uma adaptação de um Ferrari existente, mas um projeto concebido do zero para a propulsão elétrica. A Ferrari só tornou pública essa intenção em junho de 2022, e mais quatro anos se passaram até a apresentação do Luce, em 25 de maio deste ano.

O Luce gerou forte repercussão, em grande parte por seu visual distante da linguagem esportiva clássica da marca. Segundo o Motor1, citado pelo Jornal do Carro, a própria Ferrari admitiu ter se surpreendido com a intensidade da reação nas redes sociais — mas sustenta que a polêmica ampliou a visibilidade do modelo, que teria alcançado cerca de 1,3 bilhão de pessoas segundo Elkann. Presencialmente, o carro teria atraído filas durante exposição em evento de tecnologia em Turim.

Com preço acima de US$ 500 mil, de acordo com o Motor1, o Luce já começou a ser entregue neste trimestre, mas o impacto comercial mais expressivo está previsto para 2028, com a expansão gradual da produção. O Jornal do Carro ressalta que o modelo não representa o fim dos motores a combustão na Ferrari: V6, V8 e V12 continuam no portfólio. O elétrico chega como adição, não como substituto.

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