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VW garante que Brasil está fora da onda de demissões que assola a matriz alemã

Executivo global da montadora afirma que operações brasileiras são lucrativas e estratégicas demais para serem afetadas pelo corte de 50 mil vagas na Europa.

Atualizada em 30 de outubro de 2026 às 11:13· 4 leituras
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Brasil fora dos 50 mil cortes da VW

Executivo global garante: operação brasileira é lucrativa demais para ser afetada pela crise europeia.

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A Volkswagen vive um de seus momentos mais turbulentos na Europa: quatro fábricas serão fechadas na Alemanha e cerca de 50 mil postos de trabalho serão eliminados — uma redução de 8% no quadro global da companhia. Apesar do cenário sombrio, a liderança da marca garante que o Brasil não será arrastado pela crise. Segundo o Jornal do Carro, Kai Grünitz, membro do conselho da marca Volkswagen, afirmou em entrevista à imprensa brasileira que a estratégia da empresa é justamente o oposto: ampliar a produção e o desenvolvimento localizados em mercados como o brasileiro.

O Jornal do Carro aponta que a operação nacional da VW voltou ao azul nos últimos anos, sustentada por produtos de margens mais elevadas e por uma posição competitiva sólida mesmo diante da crescente pressão das montadoras chinesas. A marca encerrou os primeiros nove meses de 2026 com 350,6 mil veículos emplacados — alta de 16,3% em relação ao mesmo período do ano anterior —, o que lhe garantiu a vice-liderança no mercado. A empresa mantém fábricas em Anchieta (ABC Paulista), Taubaté e São José dos Pinhais, além de uma unidade de motores em São Carlos, e sua engenharia local já lidera projetos globais, como o do Nivus e o da futura Tukan.

Grünitz reconhece que a crise atual tem um gatilho familiar: novos concorrentes — desta vez, chineses — e a necessidade urgente de adaptação. Conforme o Jornal do Carro, o executivo comparou o momento às turbulências dos anos 1970, com a crise do petróleo, e dos anos 1990, quando fabricantes asiáticos sacudiram o mercado europeu. Em ambos os casos, a VW sobreviveu reinventando seus produtos. Ele admite, porém, que o ritmo desta vez precisa ser mais acelerado: enquanto a montadora alemã levava mais de 52 meses para desenvolver um novo modelo, as rivais chinesas entregam projetos em menos de 18 meses — e a VW já trabalha para encurtar esse prazo.

A receita para superar o atual ciclo, segundo o Jornal do Carro, passa pela mesma lógica que gerou sucessos históricos como o Golf: criar um produto simples de fabricar, com design e tecnologia inovadores. O diferencial agora é a velocidade de execução. Para Grünitz, descentralizar a produção e fortalecer mercados como o Brasil não é apenas uma saída para a crise europeia — é a direção estratégica da companhia para os próximos anos.

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