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App CNH do Brasil passa a mostrar débitos de pedágio free flow; 1,3 milhão de multas já foram canceladas

Atualização do aplicativo reúne passagens em vias federais e estaduais, indica a concessionária responsável e orienta o motorista sobre como pagar — tudo em um só lugar.

Atualizada em 25 de agosto de 2026 às 09:09· 6 fontes· 32 leituras
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App CNH do Brasil vai mostrar cobranças de pedágio free flow

A partir de segunda-feira (24), consulte suas passagens em rodovias federais e estaduais direto no celular.

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Quem usa rodovias com pedágio eletrônico no modelo free flow ganhou uma ferramenta a mais para acompanhar os débitos. O Ministério dos Transportes atualizou, nesta segunda-feira (24), o aplicativo CNH do Brasil para exibir as passagens registradas nesses pontos de cobrança — tanto em vias federais quanto estaduais, segundo a Autoesporte.

A Autoesporte destaca que o app também reúne dados para ajudar o motorista a identificar qual concessionária é responsável pela cobrança e por qual canal o pagamento deve ser feito. Atualmente, 14 concessionárias já operam com o serviço ativo.

A Quatro Rodas acrescenta um detalhe relevante sobre o histórico: as passagens ficam disponíveis no aplicativo por até cinco anos, o que permite ao motorista consultar registros anteriores com mais facilidade.

Como consultar as passagens no app

Para acessar as informações, a Autoesporte explica que o motorista precisa seguir o caminho: abrir o aplicativo CNH do Brasil, tocar em "Veículos", selecionar o veículo desejado na lista e, por fim, tocar em "Pedágio eletrônico". A Quatro Rodas complementa que, dentro de cada passagem registrada, há um botão "Como pagar" — ao clicar, o usuário é direcionado diretamente ao site da concessionária responsável para quitar o valor.

O prazo para quitar a tarifa é de até 30 dias após a passagem pelo pórtico. Segundo a Autoesporte, o sistema enviará pelo menos dois avisos ao motorista: um no momento do registro da passagem e outro quando o prazo estiver se esgotando. Marco Aurélio Barcelos, diretor-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), destacou a importância da medida: "Nada é mais crítico para a concessionária do que a receita. Agora, todos nós que trafegarmos pelo pórtico do free flow recebemos, pelo menos, dois avisos", conforme citado pela Autoesporte.

Motoristas que utilizam tags de pagamento continuam recebendo a cobrança automaticamente, com o valor debitado diretamente para a empresa emissora da etiqueta. A Quatro Rodas observa que, mesmo nesses casos, as passagens aparecem registradas no aplicativo — o pagamento, porém, segue ocorrendo de forma automática.

Como funciona o free flow

O free flow opera por meio de pórticos instalados sobre a pista, equipados com câmeras, sensores e leitores de TAG. Quem tem o dispositivo tem o valor debitado automaticamente; quem não tem precisa quitar a tarifa pelo site ou pelos canais da concessionária responsável. O sistema dispensa cancelas e permite que os veículos trafeguem sem reduzir velocidade, eliminando as filas tradicionais nas praças de pedágio.

Multas suspensas — e 1,3 milhão já canceladas

A integração das informações em um único aplicativo oficial resolve um problema que vinha causando confusão. Antes da atualização, o motorista precisava identificar individualmente o canal de atendimento de cada concessionária pela qual passava — fragmentação que, segundo a Autoesporte, facilitava golpes por meio de sites falsos e dificultava o pagamento das tarifas.

A situação chegou a um ponto crítico: em abril deste ano, o Ministério dos Transportes suspendeu 3,4 milhões de multas em rodovias no sistema de pedágio eletrônico, medida que também suspendeu os pontos aplicados na CNH por conta da infração, conforme aponta a Autoesporte. O UOL Carros informa que, desse total, 1,3 milhão de multas já foram efetivamente canceladas — um reflexo direto dos ajustes realizados durante o período de adequação do sistema. A suspensão serviu para que fossem feitos os ajustes necessários e para que as concessionárias adotassem uma comunicação integrada com o sistema do governo federal. A Quatro Rodas reforça que a implementação definitiva do modelo só ocorreu após um período de testes, adaptação, homologação e integração dos sistemas.

A Autoesporte alerta ainda que o não pagamento dentro do prazo legal configura evasão de pedágio, sujeita a multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH — regra válida tanto para praças tradicionais quanto para o free flow. A publicação acrescenta que está em elaboração uma deliberação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para prorrogar o prazo de homologação do sistema até dezembro de 2026, proposta que ainda tramita internamente.

O aplicativo CNH do Brasil

A Quatro Rodas lembra que o app passou por uma mudança de identidade recente: antes chamado de Carteira Digital de Trânsito (CDT), ganhou o nome atual em dezembro de 2025, após a aprovação de nova resolução do Contran que também alterou as regras para obtenção da habilitação — entre elas, a não obrigatoriedade das autoescolas no processo. O UOL Carros reforça que a nova denominação acompanha justamente a expansão de funcionalidades da plataforma, sendo a integração com o free flow a mais recente delas. Desenvolvido pelo Serpro para a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) do Ministério dos Transportes, o aplicativo é acessado pela conta Gov.br e está disponível no Google Play (Android) e na App Store (iOS). Além do pedágio eletrônico, a plataforma abrange o processo de primeira habilitação, instrutores autônomos e renovação automática do documento, com notificações enviadas em cada etapa da jornada.

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