Como instalar a cadeirinha com Isofix corretamente e evitar erros comuns
Sistema de ancoragem obrigatório em carros novos desde 2020 ainda gera dúvidas na hora de fixar o dispositivo de retenção infantil.
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Mesmo com a obrigatoriedade da cadeirinha em vigor desde 2010, muitos pais ainda erram na hora de instalar o dispositivo de retenção infantil no carro. Segundo a Autoesporte, o sistema Isofix — que ancora a cadeirinha diretamente ao banco traseiro por meio de dois pontos de encaixe localizados no vão entre assento e encosto — é obrigatório em todos os veículos novos fabricados ou importados no Brasil desde 2020, mas seu uso correto ainda levanta dúvidas.
A Autoesporte explica que o processo de fixação começa pela localização dos pontos de ancoragem no banco traseiro, que podem estar visíveis ou sinalizados por um ícone de cadeirinha ou pela inscrição 'Isofix'. Em seguida, basta guiar os conectores da cadeirinha até esses pontos e empurrar até ouvir um 'clique' de travamento — em alguns modelos, uma indicação verde confirma a fixação correta. Além dos dois pontos principais, alguns veículos contam com um terceiro ponto chamado Top Tether, que prende a parte superior da cadeirinha ao assoalho, ao encosto do banco ou à lateral do carro, impedindo que o equipamento se movimente em caso de impacto.
Quanto à escolha do dispositivo certo, a Autoesporte lembra que o Contran define faixas etárias e de peso para cada tipo: bebê conforto vai até 1 ano ou 13 kg; cadeirinha atende de 1 a 4 anos ou entre 9 kg e 18 kg; e o assento de elevação é indicado para crianças de 4 a 7 anos, entre 15 kg e 36 kg ou até 1,45 m de altura. Gustavo Kuster, do Inmetro, destaca ao veículo que existem modelos certificados que cobrem faixas mais amplas — de 0 kg a 25 kg, por exemplo — prolongando o tempo de uso do mesmo equipamento.
A hora de trocar o dispositivo deve levar em conta, nessa ordem, o conforto, o tamanho e a idade da criança, conforme orienta a Autoesporte. Se o bebê ainda cabe no bebê conforto e está confortável com o cinto bem ajustado, não há necessidade de antecipar a transição. Usar o equipamento de forma incorreta, além de colocar a criança em risco, sujeita o motorista a multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e retenção do veículo.
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