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Brasil gastou R$ 54 bilhões em subsídios a combustíveis fósseis em 2025

Valor representa 70% de todos os incentivos federais destinados à energia no país, segundo levantamento do Inesc.

Atualizada em 8 de novembro de 2026 às 11:05· 14 leituras
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Brasil gastou R$ 54 bi em subsídios a combustíveis fósseis em 2025

Valor representa 70% de todos os incentivos federais à energia no país, segundo o Inesc.

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O Brasil transferiu R$ 54,12 bilhões em subsídios federais para combustíveis fósseis ao longo de 2025 — cifra que, segundo o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), corresponde a 70,14% dos R$ 77,16 bilhões concedidos pelo governo federal a todas as fontes de energia no período. O montante é 2,35 vezes superior aos R$ 23,04 bilhões destinados às fontes renováveis, evidenciando uma disparidade expressiva na distribuição dos recursos públicos.

Os números constam da nona edição do Monitoramento dos Subsídios Federais às Fontes de Energia no Brasil, divulgado pelo Inesc e reproduzido pelo AutoInforme. Na comparação com 2024, o total de incentivos cresceu 4,44%. Os subsídios aos fósseis recuaram levemente, 1,27%, enquanto os direcionados às renováveis avançaram 20,89% — sinal de que a transição energética ganha algum fôlego, ainda que parta de uma base muito menor.

Dentro dos mecanismos que sustentam os incentivos aos fósseis, o AutoInforme destaca que a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) chegou a R$ 14,11 bilhões, alta de 26,62%, e as Bandeiras Tarifárias somaram R$ 7,78 bilhões, com crescimento expressivo de 103,72%. Juntos com os incentivos ao carvão, esses instrumentos financiados pelo setor elétrico totalizaram R$ 23,11 bilhões. No lado renovável, a geração distribuída recebeu R$ 14,71 bilhões e o Proinfa, R$ 6,16 bilhões.

Para o Inesc, o quadro reforça a urgência de revisar os mecanismos de incentivo vigentes. O instituto defende uma reforma gradual dos subsídios, condicionada à transparência, à proteção social e a critérios socioambientais claros — de modo a garantir que os benefícios da transição energética não fiquem concentrados em poucos e que os consumidores mais vulneráveis não arquem com o custo da mudança.

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