Mortes no trânsito brasileiro sobem pelo quinto ano seguido e meta com a ONU para 2030 já parece perdida
Com mais de 37 mil mortes em 2025, o Brasil caminha na direção oposta ao compromisso de reduzir em 50% os óbitos até o fim da década.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
O Brasil fechou 2025 com mais de 37 mil mortes no trânsito, número que sobe ano a ano desde 2020 — e que coloca o país em rota de colisão com o compromisso firmado com a ONU de reduzir em 50% os óbitos até 2030. Segundo o Jornal do Carro, do Estadão, a tendência é de fracasso retumbante: na década anterior, o país já havia descumprido meta idêntica, encerrando 2020 com 32.716 mortes quando a expectativa era de 21.500.
Para organizar o enfrentamento ao problema, o governo federal publicou em 2018 o Pnatrans — Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito —, estruturado em seis pilares que distribuem responsabilidades entre diferentes atores: gestão da segurança, qualidade das vias, segurança veicular, educação para o trânsito, atendimento às vítimas e fiscalização. A Jornal do Carro aponta que o plano é ambicioso no papel, mas os números reais caminham na direção oposta ao que ele propõe.
Um dos princípios centrais do Pnatrans, segundo a colunista Paula Toco no Jornal do Carro, é o reconhecimento de que seres humanos cometem erros — e que, portanto, a responsabilidade por uma morte no trânsito não pode recair exclusivamente sobre o condutor. Vias mal conservadas, veículos sem tecnologia de segurança adequada e legislação deficiente também matam. Nessa lógica, até o buraco que faz um carro perder o controle é, em última análise, uma falha humana — de quem deveria ter feito a manutenção da pista.
O diagnóstico é claro, os pilares estão definidos e os acordos internacionais existem. O que falta, como questiona o Jornal do Carro, é explicar por que, diante de tudo isso, os números só pioram.
Fontes
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